O trem das 4 horas passa despercebido na multidão.
Ninguém entra, ninguém saí.
Ninguém está, ninguém nunca esteve.
O vazio é invisível.
Ninguém se incomoda,
Ninguém se importa.
Só a velhinha de 80 anos que chora todos os dias
Esperando o trem vazio das 4, desde 1967.
"Ele jurou que voltava as 4".
Mas um tirou o levou.
Ela sabe, mas ninguém liga.
A esperança só irá embora depois da sua morte.
Amar também significa não desistir.
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