Eu não poderia deixar de te falar
que o que está aqui não se esvai.
Só se desmonta para ser consertado.
Porque as mãos do artesão
não poderiam ser outra coisa
a não ser todas as f(ô)rmas de vida.
O molde correto é aquele invisível
e construído diante da turbulência.
A beleza verdadeira só se mostra no caos.
Eu quero ver o todo crescer nas ruínas.
Quero ver o mar invadir a calçada em chamas,
Para que todas as cores bordadas no céu no fim de tarde
Costurem um sorriso em que não consegue ver a beleza atrás do arranha-céu.
Sobre devaneios silenciosos na multidão.