segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Eis um pouquinho de mim
Em toda palavra que eu falo
Enquanto um monte de mim
Se esconde em cada palavra que eu calo

Mas é que você não vê
O todo que me preenche
Porque se olhasse bem de pertinho
E de longe também
Perceberia,prontamente
Que não cabe mais em mim
Essa vontade gigantesca
de gritar aos sete ventos
que é de amor e poesia que eu sou feita
dos pés ao coração.

Poesia pura
que brota na terra infértil
Rasgando, toda bruta
De longe é possível ver a sua sentinela
Queimando e ardendo
o coração mais sensível.
[o meu]

Venha
Antes que eu me acabe ou me definhe,
Antes que eu me perca, devastadamente,
Antes que eu me derreta rente ao solo,
Eu te rogo
Só venhas
Com o coração latente
Com o um abraço gigante
Sem palavras duras
Sem martelos soltos
Não é drama
É doença.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

As vezes parece que nós somos os mesmos
Até que um muro se ergue
E nós ficamos com um continente de distância
E eu sinto que somos estranhos
Estranhos que vivem em seus mundos juntos
Só que eu sempre me esqueço
Eu e você não somos iguais
E eu não deveria ser tão displicente
Parar de continuar acreditando
Na patética ideia
De sermos um só.