Cada queda revestida de concreto.
A estupidez é cega.
O tempo pode ser um velho bonzinho ou um velho rancoroso.
Ele pode te curar.
Mas ele também pode rasgar a seda que reveste a inocência.
Olhar para trás e perceber que não existe caminho para volta
É como quebrar um copo de vidro nas mãos.
Não dá para mudar para a estação de 5 anos atrás.
Não dá para pular esses próximos 5 anos.
Apenas esperar o destino chegar
Sem nunca poder descer.
A estupidez é cega e você também.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
O trem das 4 horas passa despercebido na multidão.
Ninguém entra, ninguém saí.
Ninguém está, ninguém nunca esteve.
O vazio é invisível.
Ninguém se incomoda,
Ninguém se importa.
Só a velhinha de 80 anos que chora todos os dias
Esperando o trem vazio das 4, desde 1967.
"Ele jurou que voltava as 4".
Mas um tirou o levou.
Ela sabe, mas ninguém liga.
A esperança só irá embora depois da sua morte.
Amar também significa não desistir.
Ninguém entra, ninguém saí.
Ninguém está, ninguém nunca esteve.
O vazio é invisível.
Ninguém se incomoda,
Ninguém se importa.
Só a velhinha de 80 anos que chora todos os dias
Esperando o trem vazio das 4, desde 1967.
"Ele jurou que voltava as 4".
Mas um tirou o levou.
Ela sabe, mas ninguém liga.
A esperança só irá embora depois da sua morte.
Amar também significa não desistir.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Acordou e esqueceu o que tinha que fazer.
Foi na cozinha e esqueceu o que deveria comer.
Saiu de casa e não sabia onde ir.
Não reconheceu aquelas pessoas em sua volta.
Correndo, frenéticas, brigando contra o tempo.
Aquele rosto, aquelas roupas, aquele carro, aquela casa
Não lhe pertenciam.
Caminhou horas pela cidade afora,
Talvez tenha enlouquecido.
Mas alguma partícula de sanidade o fazia pensar:
"Não fale nada a ninguém, vão te colocar no hospício".
Até que achou a única coisa que não estranhou naquele dia:
A jornalista sentada no café da esquina.
Não tinha alzheimer.
Só teve as suas memórias roubadas
Pelo pedido feito na noite anterior:
"Me faça esquecer dela".
Foi na cozinha e esqueceu o que deveria comer.
Saiu de casa e não sabia onde ir.
Não reconheceu aquelas pessoas em sua volta.
Correndo, frenéticas, brigando contra o tempo.
Aquele rosto, aquelas roupas, aquele carro, aquela casa
Não lhe pertenciam.
Caminhou horas pela cidade afora,
Talvez tenha enlouquecido.
Mas alguma partícula de sanidade o fazia pensar:
"Não fale nada a ninguém, vão te colocar no hospício".
Até que achou a única coisa que não estranhou naquele dia:
A jornalista sentada no café da esquina.
Não tinha alzheimer.
Só teve as suas memórias roubadas
Pelo pedido feito na noite anterior:
"Me faça esquecer dela".
Antecipações
Por que você passa por mim e depois some
Como uma flecha que me atinge como bala de revólver.
É tempo de aflição, incertezas
Ninguém disse que o amor era um precipício
Que você mesmo se atira, sem paraquedas.
Você não me empurrou, a culpa é minha.
Eu que quero desesperadamente cada parte que é sua
Cada coisa que te pertence
Só para me iludir um pouco que você é meu.
Você não roubou o meus anos.
Eu é que torneio-os seus.
Só para você ir embora e me transformas em cinzas de um incêndio.
Não há volta.
Não há resposta.
A próxima esquina está fadada ao assalto.
O próximo tropeço está fadado ao palavrão.
As linhas não são tortas, é você que escreve as palavras erradas.
Nunca é tarde para o amor.
Mas pode ser cedo demais.
Como uma flecha que me atinge como bala de revólver.
É tempo de aflição, incertezas
Ninguém disse que o amor era um precipício
Que você mesmo se atira, sem paraquedas.
Você não me empurrou, a culpa é minha.
Eu que quero desesperadamente cada parte que é sua
Cada coisa que te pertence
Só para me iludir um pouco que você é meu.
Você não roubou o meus anos.
Eu é que torneio-os seus.
Só para você ir embora e me transformas em cinzas de um incêndio.
Não há volta.
Não há resposta.
A próxima esquina está fadada ao assalto.
O próximo tropeço está fadado ao palavrão.
As linhas não são tortas, é você que escreve as palavras erradas.
Nunca é tarde para o amor.
Mas pode ser cedo demais.
terça-feira, 21 de julho de 2015
O vento sopra o próximo rascunho.
A procura é sua.
O grito é meu.
Quem está debaixo da chuva não quer apenas um guarda-chuva
e sim desesperadamente um abrigo.
Assim como as lágrimas no rosto não pedem lenços, e sim um ombro amigo.
O caminho mais doloroso não é aquele que é o mais dificil.
A dor está na incapacidade de não mudar de caminho.
Na covardia que disfarça o maior abismo do mundo: a saudade.
A procura é sua.
O grito é meu.
Quem está debaixo da chuva não quer apenas um guarda-chuva
e sim desesperadamente um abrigo.
Assim como as lágrimas no rosto não pedem lenços, e sim um ombro amigo.
O caminho mais doloroso não é aquele que é o mais dificil.
A dor está na incapacidade de não mudar de caminho.
Na covardia que disfarça o maior abismo do mundo: a saudade.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Olhar além do tempo, além do espaço que nos acomoda e incomoda muitas vezes
É transcender o escuro do quarto sem janela
É como apagar a foto que você tirou em frente ao condomínio que você nunca vai entrar
Jogar fora aquele tênis de marca usado e rasgado que você comprou no bazar.
Por que no final do dia não importa a cama em que você está e sim com quem está.
É transcender o escuro do quarto sem janela
É como apagar a foto que você tirou em frente ao condomínio que você nunca vai entrar
Jogar fora aquele tênis de marca usado e rasgado que você comprou no bazar.
Por que no final do dia não importa a cama em que você está e sim com quem está.
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