Por que você passa por mim e depois some
Como uma flecha que me atinge como bala de revólver.
É tempo de aflição, incertezas
Ninguém disse que o amor era um precipício
Que você mesmo se atira, sem paraquedas.
Você não me empurrou, a culpa é minha.
Eu que quero desesperadamente cada parte que é sua
Cada coisa que te pertence
Só para me iludir um pouco que você é meu.
Você não roubou o meus anos.
Eu é que torneio-os seus.
Só para você ir embora e me transformas em cinzas de um incêndio.
Não há volta.
Não há resposta.
A próxima esquina está fadada ao assalto.
O próximo tropeço está fadado ao palavrão.
As linhas não são tortas, é você que escreve as palavras erradas.
Nunca é tarde para o amor.
Mas pode ser cedo demais.
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