segunda-feira, 1 de junho de 2015

Saudade

A arte alográfica subsiste no meu canto,
Na canção que compus para não deixar você ir embora,
Enquanto as malas se despedem na porta.
A arte autográfica subsiste nas minhas telas,
Nas nuvens que se projetam no chão e nas paredes da nossa casa,
O céu que eu construí para nós dois.
Quem me dera também ser dona da arte de amar sem ter saudade.
Pois só quem está perto, pode ter esse dom.

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